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miradouro
Sunday, July 11, 2004
 
Então?
Há pouco lembrei-me. O Rock In Rio já passou faz um mês - deixando na memória cenas inenarráveis como os mais de quinhentos feridos no mosh pit de Slipknot e a playback performance da Britney. O Euro 2004 já se foi também, e, segundo quem do assunto percebe (ou diz que percebe), foi o melhor e mais competitivo de sempre, com prémios à organização. Pegunta: e então os atentados terroristas?

João Campos
Friday, July 09, 2004
 
Surpresas
Os últimos dias neste país são de surpresas. Primeiro, foi a nossa selecção de futebol a conseguir chegar à final do Europeu - coisa inimaginável - e, quando pensava que os rapazes afinal iam conseguir ganhar alguma coisa, deixam-se cair perante as ruínas da Acrópole. E depois é o nosso Presidente da República, frouxo por natureza, a finalmente tomar uma boa atitude no seu mandato e a não dissolver o Parlamento na sequência da demissão do Zé Manel. Interessante.
Entretanto, estou quase de férias. Quase. Já faltou mais.

João Campos
Sunday, July 04, 2004
 
Auto-Estima
E pronto. Lá se vão a inflamada auto-estima portuguesa e o orgulho nacional das últimas semanas num avião rumo à Grécia...
Será que nesse avião vão também as bandeiras que coloriram o país..?

João Campos
Friday, July 02, 2004
 
Timing:
Num momento particular em que o sentimento patriótico dos portugueses anda inflamado, colorindo as janelas, varandas e vestes dos portugueses por essa Lisboa fora - e, suponho, pelo resto do país também - em tons de verde, vermelho e amarelo, não deixa de ser irónico notar que a ausência desse sentimento manifesta-se, em primeira instância, nos quadros governativos do país - e refiro-me, concretamente, ao Zé Manel, nosso ainda primeiro-ministro. Confesso que quando soube da sua aparente nomeação para Presidente da Comissão Europeia considerei que ele, Zé, fizera bem em aceitar. No entanto, e vendo agora o caos político em que essa decisão mergulhou o país, não posso deixar de pensar que a sua atitude - do Zé - foi péssima. Se não, vejamos: A Coligação governa com maioria absoluta e, a bem dizer, não tem oposição - nem o PCP nem o Bloco de Esquerda constituem ameaça eleitoral, e o PS está, ainda, desacreditado, dividido, sem um líder que cative o eleitorado - não me venham dizer que Ferro Rodrigues é um líder; quanto muito, mesmo muito, será um idiota. E Zé não deixa nada alinhavado para a sua sucessão, polémica como acaba por ser qualquer assunto que envolva Santana Lopes. Dividiu o seu partido, fê-lo perder (ainda mais) credibilidade. E coloca o governo nas mãos de um Presidente da República frouxo e, pior do que tudo, socialista. Que se pode esperar? Daqui por dois, três meses estaremos em eleições. Good timing, Durão.

João Campos
Thursday, July 01, 2004
 
Frequências
Numa altura em as conversas do país se dividem entre política e futebol, dou por mim perdido em teorias de jornalismo sobre objectividade, relação com a História, deontologia e afins. Época de exames, meus caros. É o inevitável karma de todos os académicos. Para mim, são uma tortura. Não por serem estupidamente difíceis - disso, não me posso queixar -, mas porque a minha mente tem a tendência da dispersão. É curioso constatar como, nesta época, voltam subitamente interesses por actividades que há algum tempo não praticava - li, nestas duas semanas, o livro Planeswalker (muito bom, mesmo) e recomecei a jogar Starcraft. A inspiração para o meu lado negro e para escrever as minhas histórias voltou em força como há muito não vinha. E a concentração para o estudo diluí-se por entre isto tudo. Oh well. Querem apostar como a inspiração se vai embora assim que eu despachar os exames..? Morpheus tinha razão. "O destino não existe sem uma ponta de ironia".

João Campos (pedido aos deuses para me aliviarem esta cruz)
 
Análise ( I ): A notícia da emigração política de Durão Barroso suscitou o problema da sua sucessão. Esta questão, contudo, não deve ser apreciada, sem que se estabeleça uma distinção prévia entre dois conceitos: o de legitimidade e o de estabilidade. Se aquele se integra na esfera teórica da democracia, este pertence já ao campo da praxis política. Entre as ideias mencionadas existe, no entanto, uma relação deveras estreita, que não pode ser obnubilada: a legitimidade de um representante determina a estabilidade de um sistema. Por isso, não me parece correcto sustentar a legitimidade de Santana Lopes, invocando a necessidade de tutelar a estabilidade política conquistada. Na verdade, este raciocínio é paradoxal, uma vez que legitimar a ilegitimidade conduz a desestabilizar a estabilidade.

Miguel Santos

Wednesday, June 30, 2004
 
Emoção
Ok, ok. Desta vez nada de acusações. Eu tentei, a sério que tentei. Vi o jogo de Portugal contra a Holanda - bom, pelo menos a segunda parte - e, na companhia dos meus colegas cá do bunker da Estrela, fui até à farra do Marquês. Tentei dar o meu contributo para a festa - saltei, berrei, etc, etc. Mas não me emocionei. Nem no momento em que o árbitro fez soar o apito final do jogo, apurando a selecção portuguesa para a final do Europeu de Futebol - feito inédito na nossa história, segundo consta. Fiquei contente, é claro. Mas não sou capaz de grandes emoções por causa de um mero jogo. Afinal, em que vai isso alterar a minha vida..?

João Campos
Tuesday, June 29, 2004
 
Real Confusão

Surpreendentemente, pelo menos para mim, que tenho andado um bocado desligado do mundo, Sua Majestade, o rei Zé Manel I foi nomeado para presidente da Liga de Reinos Europeus (eu tenho razão quando digo que está tudo doido). E o ilustre reino de Portugal e dos Algarves, quase de forma instantânea, re-assume contornos de monarquia. E agora, meu Deus? Quem sucederá ao rei Zé? O príncipe Santana parece ser o filho varão que herdará a coroa. Mas o povo não gosta do filho bastardo, que para além da fama de polígamo e pecador, quase se enterrou no túnel que ele próprio mandou escavar, e pede revolução - e, para tal, convoca, via irritantes SMS (eu também recebi uma), um ajuntamento popular junto ao Palácio de Belém, moradia de outra ilustre figura do Reino, cuja utilidade ainda ninguém compreendeu assim muito bem, para exigir uma coisa estranha, e que creio ninguém saber exactamente o que é - eleições (ou alguém se lembra das últimas..?) - e a cabeça do infante Santana. Como resposta, ou então não, os partidários do rei Zé e do princípe Santana convocam um outro ajuntamento, à mesma hora e no mesmo local. Será que voltamos aos bons, velhos e saudáveis hábitos portugueses, e fazemos uma batalha campal em Belém para descontrair..?

João Campos

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